O fim do TXT e o impacto na recepção de documentos fiscais: como adaptar o ERP?
28/01/2026
Durante muitos anos, o formato TXT foi um dos principais formatos usados para o intercâmbio de informações fiscais entre empresas e sistemas de gestão. Sua simplicidade permitiu uma ampla adoção em ambientes ERP, principalmente para a recepção e consulta de documentos como NF-e, CT-e, NFS-e, entre outros. No entanto, esse formato passou a ser um limitador técnico frente às exigências atuais da transformação digital no ambiente fiscal.
Com o fim da obrigatoriedade e o processo gradual de extinção do uso do TXT por diversos órgãos e prefeituras, empresas que ainda operam com esse padrão precisam se adaptar rapidamente.
Este artigo vai mostrar o impacto do fim do TXT na recepção de documentos fiscais, como preparar seu ERP para os novos formatos e por que a automação é o caminho mais seguro e eficiente para essa transição.
Por que o formato TXT está sendo substituído?
O formato TXT, embora simples, possui limitações significativas, como:
- Ausência de estrutura robusta: A falta de hierarquia e validação do conteúdo dificulta o controle de erros e a segurança das informações.
- Dificuldade de padronização: Cada fornecedor ou prefeitura pode adotar regras diferentes na construção dos arquivos TXT.
- Problemas de rastreabilidade: A manipulação manual e a ausência de metadados dificultam a auditoria e o controle fiscal.
- Incompatibilidade com integrações modernas: Sistemas em nuvem e APIs RESTful exigem formatos mais estruturados, como XML ou JSON.
Com isso, o TXT deixou de ser viável para um cenário fiscal que exige integração contínua, rastreabilidade e conformidade digital.
Quais os impactos do fim do TXT na recepção de documentos fiscais?
O impacto direto do fim dessa modalidade está na ruptura de processos que dependem da leitura e recepção de documentos fiscais via TXT, o que pode comprometer diversos fatores.
Operações fiscais
Se o ERP ou o middleware fiscal da empresa depende da leitura de TXT para receber e interpretar NF-es ou outros documentos, a interrupção desse fluxo pode gerar falhas na escrituração, bloqueios em pagamentos e até mesmo descumprimento de prazos legais.
Processos de compliance
A dificuldade de consultar ou validar documentos recebidos afeta diretamente a governança fiscal. Com dados incompletos ou não validados em tempo hábil, o risco de autuações e malha fina aumenta.
Fluxo financeiro
A ausência de uma estrutura de recepção automática e validada de documentos fiscais pode impactar a aprovação de contas a pagar, atrasar pagamentos e comprometer negociações com fornecedores.
Custo operacional
Por fim, as empresas que ainda fazem consultas manuais ou processam documentos em planilhas ou arquivos TXT lidam com maior risco de erro humano, retrabalho e aumento no tempo das tarefas fiscais.
Como adaptar o ERP à nova realidade?
A principal mudança está em abandonar a dependência por TXT e evoluir para uma arquitetura que suporte consulta automatizada, centralizada e padronizada dos documentos fiscais, com segurança e rastreabilidade. Para isso, é importante seguir os passos abaixo:
1. Modernize a recepção com integração via APIs
Soluções modernas de recepção fiscal utilizam APIs para integrar diretamente com o ambiente da SEFAZ e com prefeituras. Isso permite uma consulta automática e em tempo real de NF-es, CT-es e NFS-es, eliminando a necessidade de arquivos intermediários.
Com isso, o ERP passa a receber informações já estruturadas e atualizadas, reduzindo falhas e garantindo maior eficiência no fluxo fiscal.
2. Estruture um middleware robusto para recepção
Caso o ERP não tenha capacidade nativa para consultar documentos na SEFAZ ou interpretar eventos fiscais (como ciência da operação, manifestação do destinatário ou cancelamentos), uma alternativa é integrar com um middleware especializado.
Esse tipo de solução faz a ponte entre o ERP e os portais públicos, organizando e padronizando os dados fiscais em formatos compatíveis com o sistema da empresa.
3. Valide documentos com frequência e de forma automatizada
A consulta periódica e automatizada de documentos fiscais reduz o risco de documentos não lançados ou cancelamentos não detectados. Além disso, evita que a empresa receba uma NF-e e demore dias para identificar que ela foi cancelada pelo emissor.
O papel da Midas nesse processo de transição
A Midas atua justamente no ponto crítico da consulta e validação de documentos fiscais. Embora a plataforma não emita notas fiscais, ela é especializada em consultar, cruzar e validar automaticamente as NF-es e outros documentos diretamente na base da SEFAZ.
A plataforma identifica todas as NF-es emitidas contra o CNPJ da empresa e atualiza constantemente a base fiscal. Além disso, se conecta com os principais ERPs do mercado, inclusive SAP, facilitando a sincronização de dados fiscais e a organização da esteira de recepção.
Com validações em tempo real, a empresa reduz drasticamente o risco de erro, descumprimento legal e retrabalho.
Boas práticas para empresas em transição
A mudança de formato pode parecer complexa, mas com organização e apoio tecnológico, é possível fazer uma transição suave. Veja algumas boas práticas:
- Mapeie os processos que ainda utilizam TXT e avalie os riscos associados à sua continuidade.
- Converse com o time de TI e fiscal para entender como os dados fiscais são recebidos hoje e onde há gargalos.
- Busque soluções que automatizam a consulta e validação fiscal, como a Midas, para manter o compliance e a produtividade.
- Documente o novo fluxo de recepção de documentos fiscais e treine as equipes envolvidas.
- Monitore os impactos da transição, ajustando processos e regras de negócio conforme necessário.
Adapte sua operação para o fim do TXT
Resumindo, o fim do formato TXT na recepção de documentos fiscais marca um novo momento para a digitalização fiscal no Brasil. Para empresas que ainda operam com esse tipo de integração, o impacto pode ser severo se não houver um plano de adaptação claro e imediato.
Automatizar a consulta de documentos fiscais e integrar de forma inteligente com o ERP são passos fundamentais para manter a conformidade, evitar riscos e ganhar eficiência operacional.
A Midas está preparada para ser sua aliada nessa transição, garantindo que sua empresa deixe para trás o legado do TXT e avance com segurança para o futuro da gestão fiscal automatizada. Portanto, se quiser conhecer a solução de perto, entre em contato e fale com os nossos especialistas.
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